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A Síndrome dos Conventos e a Pós-Universidade

Por: Cristovam Buarque (*)

 

Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. A universidade é uma instituição pós-convento.
Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja, intelectualmente isolados das idéias profanas. O surgimento dos antigos textos gregos na Europa provocou a imaginação daqueles que desejavam entender o mundo como ele era, e não como diziam os textos sagrados. A ampliação da educação básica também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges, isolados em conventos.

Naquele momento, os conventos tiveram a oportunidade de evoluir nos temas e métodos de estudo, e na estrutura de fabricação do conhecimento, mas não aproveitaram essa chance. Não conseguiram se ajustar e se transformar. O mundo das idéias não pode esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas. As universidades são a resposta pós-convento, por causa do despreparo e da incapacidade que estes demonstraram ante as novas exigências.

Ao longo de quase mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo.

A universidade escolástica evoluiu científica, técnica, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio. A sua estratégia básica era capaz de atender aos desafios do conhecimento e às demandas dos que desejavam conhecer. Mas uma revolução está em curso no próprio âmago da estrutura do saber e na velocidade com que ele avança.

Para o terceiro milênio da nossa era – seu segundo milênio – a universidade deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às idéias. Caso contrário, surgir• uma nova entidade: uma pós-universidade. O mundo assistir• ao surgimento dessa entidade, que passar• a existir paralelamente a universidade, assim como conviveram conventos e universidades. Ela perderá a importância que teve nos últimos dez séculos. Sua capacidade de geração de saber superior ser• superada pela nova instituição pós-universidade, como aconteceu com os conventos, superados pela universidade.

O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Mais do que se reformar, é reinventar-se. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos, nos tempos da sua origem.

Razões que exigem essa evolução:

a) a velocidade como as idéias evoluem, dentro de cada área do conhecimento, e na criação e superação de outras;

b) a ocorrência da revolução da eletrônica, da informática e da teleinformática, oferecendo instrumentos nunca antes imaginados para acelerar o avanço dos novos conhecimentos e espalhá-los;

c) a velocidade com a qual o conhecimento se espalha no mundo diretamente, sem necessidade da intermediação da universidade;

d) o isolamento da universidade em relação às massas pobres, hoje excluídas da modernidade, por uma “cortina de ouro” que impõe um sistema de apartação;

e) a globalização e como a economia, o saber e a cultura se interligam internacionalmente, instantaneamente.

Ainda é cedo para saber quais serão os vetores da invenção dessa pós-universidade, para se ajustar a essa nova dinâmica universal. Este texto tenta mostrar como seria possível fazer a refundação da universidade transformada e transformadora. Nada indica, porém, que esse seja o caminho, ou que, sendo, seja seguido. Por isso, vale a pena imaginar os vetores que caracterizarão a “pós-universidade”, se ela não for capaz de se redescobrir e optar pela síndrome dos conventos. Pelo menos 14 diferenças vão caracterizar a nova instituição:

  1. Sem endereço. A pós-universidade não ter• endereço geográfico, e sim eletrônico. Ela certamente manter• vínculos com pontos geográficos, mas será sobretudo uma instituição em rede, que estar• onde estiver o seu aluno, sem necessidade do congraçamento físico constante com professores e colegas. A sala de aula será o ar, o quadro negro será o monitor ou outro veículo multimídia.

Nas academias gregas, o ensino era feito de maneira direta, quase individualizada, entre o mestre e o aluno. O primeiro era um tutor, o outro um discípulo. Foi o quadro-negro, séculos depois, que inventou o professor, no lugar do tutor e do mestre. Ampliou o número de receptores do conhecimento, os alunos, e aumentou a distância física entre eles e os professores. O microfone permitiu aumentar ainda mais o número e a distância.

Mas as novas tecnologias mudam não só a quantidade, mas a qualidade do processo de transmissão do conhecimento. Elas permitem o ensino de cada professor em escala planetária, e a utilização de mais do que a palavra e os desenhos em um quadro-negro.

Como o quadro-negro inventou o professor, essas técnicas vão inventar um novo profissional do ensino. E vão universalizar o ensino. O aluno poder• estudar onde
estiver, a partir de emissões de ensino, “aulas” dadas por um promotor do ensino,
“professor” de onde ele estiver, na pós-universidade de qualquer parte do mundo.

  1. Sem professor. O professor artesanal – ele, seu giz e o quadro-negro – será forçosamente substituído por uma equipe docente, contando com um conhecedor da disciplina, um especialista em desenho gráfico e um técnico em telecomunicação. Além disso, com a dinâmica atual com a qual o saber evolui e se espalha, diminui a fronteira entre quem já sabe e quem ainda vai saber, entre o professor que chega sabendo e o aluno que vem aprender. Na pós-universidade, professores e demais profissionais da equipe docente e alunos serão partes de uma função: o permanente aprendizado do saber em evolução. Na “sala de aula etérea”, na rede internacional de geração de saber que ser• a pós-universidade, o diálogo, muito mais do que a aula, será o caminho. Nesse diálogo, alguns saberão mais do que outros em alguns assuntos; alguns terão mais experiência do que outros nos caminhos da geração do saber; mas não haver• uma fronteira nítida separando professores e alunos.

  2. Sem nacionalidade. As universidades foram as primeiras instituições, depois da Igreja Católica, a promover o intercâmbio internacional entre seus membros, séculos antes das Grandes Empresas coloniais. Mas enquanto a Igreja se tornou cada vez mais universal, a universidade continuou nacional. Apesar de todo o intercâmbio, apesar de ter quadros cosmopolitas, apesar da generalização do Inglês como o Latim da universidade do século XX, as universidades ainda têm nacionalidade. Mesmo tendo metade de sua comunidade formada por estrangeiros, as universidades norte-americanas ainda são norte-americanas. A dinâmica da universalização do processo do avanço do conhecimento, com a pós-universidade sem endereço físico, está na internacionalização de cada universidade. Ela será planetária ou não será um centro de ensino superior. Cada centro de ensino superior será um pequeno nó de uma imensa rede que os unificará. A pátria da universidade será a humanidade.

  3. Sem muros. As universidades surgiram contra o isolamento dos conventos em relação à sociedade que os cercava. E, se comparada com os conventos, aproximou-se da sociedade. Mas a realidade do início do século XXI está provocando um afastamento ainda mais radical do que o existente na Idade Média, entre os que têm e os que não têm saber. Era mais fácil um monge da idade média conversar com o povo pobre de seu burgo do que um universitário de hoje falar com um pobre excluído. Ao mesmo tempo em que se integra intelectualmente com o mundo, ela se isola socialmente ao seu entorno. O avanço técnico e o crescimento econômico estão construindo uma sociedade tão radicalmente dividida que em breve pode ocorrer uma ruptura na espécie humana, dividindo-a em duas partes distintas. Essa ruptura está sendo construída e justificada, em grande parte, graças ao saber criado pelas universidades, tanto nos centros tecnológicos quanto nos centros das áreas humanas.

A universidade, ao mesmo tempo cria intelectualmente os instrumentos da apartação global, pela economia, induz uma mutação biológica, por meio de ciências biológicas, e forma socialmente parte da parcela dos beneficiários desse novo modelo de desenvolvimento separado. Na África do Sul, setores do ensino superior tiveram papel fundamental na legitimação e construção do apartheid.

Mas hoje, de maneira mais radical, trata-se de um processo de indução de uma mutação biológica a favor da parcela rica. A modernidade, aliada aos meios de produção no sistema neoliberal, está construindo um mundo dividido entre um Primeiro-mundo-internacional-dos-ricos e um gulag-social-dos-pobres. A universidade pertence ao primeiro grupo, separado do outro por uma cortina de ouro. Ao ser fisicamente planetária e fazer parte apenas de uma parte rica do mundo, a universidade se perderá eticamente, a não ser que ela se integre intelectualmente ao mundo todo, rico e integrado, mas não vire as costas ao mundo que a cerca, pobre e dilacerado.

Cabe à pós-universidade lutar para que o destino da humanidade não seja a ruptura, e sim o encontro. Por isso, a pós-universidade não pode estar isolada da realidade. Ela deve se envolver nos problemas sociais que ocorrem ao redor de seus alunos, comprometendo-se eticamente com a construção de uma humanidade integrada.

  1. Sem isolamento. A pós-universidade será uma rede, de todas as unidades de promoção do conhecimento superior. A pós-universidade em rede incorporará não apenas centros específicos de ensino e pesquisa, nos moldes atuais, mas também todas as instituições que geram saber: indústrias, consultorias, laboratórios, escritórios, casas. Onde houver uma pessoa pensante, conectada, haverá um pedaço, um nó, da imensa rede de geração de conhecimento que comporá a pós-universidade.

  2. Sem seleção. Ao mesmo tempo em que deverá estar alerta moralmente para não se isolar, a pós-universidade carregará em sua estrutura os instrumentos de inclusão social, uma vez que, ao ser aberta, ela vai poder receber como alunos aqueles que hoje a universidade exclui. Da mesma forma que os novos meios tecnológicos universalizam hoje o acesso aos bens culturais, possibilitando uma redução no pagamento de direitos autorais aos artistas pela reprodução clandestina de suas obras, a pós-universidade, aberta, não poderá selecionar seus alunos.

Todos serão parte da pós-universidade; alguns continuarão, outros não; alguns ficarão, outros não, conforme seu talento, sua vocação, sua persistência. Mas da pós- universidade, todos poderão participar, independentemente do tipo de seleção para o ingresso em seus cursos. A contribuição para o aumento do conhecimento será muito diferente de uns para outros, mas todos terão o direito de acessar suas redes de aprendizado e ensino.

  1. Sem disciplinaridade. Em um mundo onde o saber muda constantemente, as disciplinas deixarão de ser prisões intelectuais. Porque o saber não vai mais avançar apenas nem sobretudo prisioneiro de uma especialidade, mas com o surgimento de novos campos de conhecimento. Os que fazem o conhecimento – professor e aluno – não vão mais aprender dentro de um campo, vão criar campos novos.

  2. Sem prazo. Com a velocidade com a qual o saber evolui, não adianta esperar alguns anos para dar ao aluno o reconhecimento do que ele sabe. E depois de saber, talvez seu saber já esteja superado. A pós-universidade não vai poder marcar os prazos nos quais o aluno se transforma em profissional, nem o prazo em que seu saber ficará obsoleto. Ela vai formar sempre. O reconhecimento do saber poderá ser dado a qualquer instante, até um determinado momento, mas em momento algum o aluno estará formado, porque a dinâmica do conhecimento vai exigir que ele continue estudando até o último dia de sua vida intelectual. A pós-universidade, instantânea no reconhecimento do saber, ao mesmo tempo será permanente ao longo da vida. Não somente por causa do mercado de trabalho, mas também pelos desafios intelectuais e éticos, e a problemática geral do mundo.

  3. Sem diploma. Na pós-universidade não haverá ex-aluno, pelo menos enquanto
    o pós-universitário estiver no exercício de suas funções. O pós-universitário, aluno
    da pós-universidade, será sempre aluno. Esta grande invenção da universidade, o
    diploma como reconhecimento cartorial do saber, desaparecerá. O saber aparecerá
    em toda a sua atualidade, ou não aparecerá. Mas seu reconhecimento não virá
    de um atestado. A pós-universidade deixará de outorgar diplomas, porque não
    poderá se responsabilizar pelo exercício do conhecimento que transmitiu e que
    estará superado no momento seguinte; e porque os usuários do saber não
    respeitarão um papel que comprove um saber adquirido no passado e já superado.

  4. Sem propriedade. O debate atual na comunidade acadêmica criou a dicotomia
    equivocada entre público e privado, como sinônimo de estatal e particular, de acordo com a propriedade da instituição. A pós-universidade vai substituir a categoria de propriedade pela categoria de finalidade. No lugar de estatal ou particular, conforme a propriedade, vai ser fundamental o público ou privado conforme o interesse do produto criado.

Os cursos se dividirão entre aqueles de interesse basicamente público – como a formação de professores para a educação básica – e aqueles de interesse basicamente privado – como os cursos voltados apenas para a promoção pessoal do aluno. No caso de excedente de recursos financeiros estatais, toda a educação, inclusive de interesse puramente privado, deve ser financiada pelo Estado, em cursos gratuitos. No caso de recursos públicos excedentes, o saber, mesmo aquele de interesse privado, deve ser promovido financeiramente pelo setor público.

Mas no caso – mais comum – de escassez de recursos financeiros estatais, os cursos de interesse público devem ser gratuitos, pagos pelo Estado, mesmo em universidades de propriedade particular, enquanto se justificar• a cobrança de anuidades, mesmo em universidades estatais, no caso de cursos de interesse puramente privado.

  1. Sem reitor. . Obviamente, a universidade sempre terá órgãos dirigentes e coordenadores, inclusive um executivo-chefe, como os reitores. Mas na pós universidade, esses dirigentes e esse reitor não poderão exercer qualquer forma de hegemonia. A universidade tem que ser livre, sem hegemonia ideológica, sem supremacia administrativa, sem predominância de uma área de conhecimento sobre a outra.

  2. Sem neutralidade. Livre de mitos e dogmas religiosos, a universidade pode,
    graças à neutralidade epistemológica, fazer avançar o conhecimento em uma velocidade e acuidade crescentes. Porém, desde o século XX, com sua a bomba atômica, a Biotecnologia, o poder da Engenharia e da Economia, o conhecimento passou a ter um poder destrutivo catastrófico. E isso exige um controle ético, uma “desneutralidade”. Para ser humanista, a pós-universidade terá que fazer uma opção ética. Se a ciência e a tecnologia podem provocar catástrofes físicas, destruir o equilíbrio ecológico e provocar genocídios, as Engenharias, a Química, a Física e outras áreas precisarão submeter-se a regras éticas. Com seu poder de mudar a realidade social, a Economia dever• submeter-se a regras tão determinantes quanto a Física. Se uma constrói bombas atômicas, a outra produz silenciosas bombas sociais. A Biotecnologia, as Medicinas e a Genética deverão submeter-se a regras éticas que as impeçam de destruir o tecido social da semelhança da espécie, tão duramente construída ao longo de milênios. O saber da pós-universidade estará submetido a regras éticas.

  3. Sem sectarismo. Para conseguir deixar a neutralidade ética, a pós-universidade precisará modificar o frio método científico, separado do sentimento e dos compromissos morais. Nesse novo saber, a ética será parte do próprio conhecimento
    por um método capaz de casar racionalidade com valores morais. Não haverá
    sectarismo racionalista. Não haverá regras impostas por códigos legislativos, mas
    sim comportamentos culturalmente aceitos, segundo os quais os engenheiros sentirão necessidade de proteger o meio ambiente, os físicos de não produzir armas, os biólogos de não uma mutação biológica em benefício de apenas parte da população, os economistas de não induzir o desemprego para aumentar a riqueza. Porque no próprio conceito de riqueza estará o objetivo do emprego. A pós-universidade não terá medo do sentimento nem dos saberes não legitimados do momento. Até a espiritualidade terá espaço na pós-universidade, não só como campo de estudo, mas como a prática de uma forma alternativa de saber. A pós-universidade não será puramente descartiana.

  4. Sem aprendizagem. Se estas mudanças parecem radicais, podem ser apenas
    o começo de uma nova realidade, se levarmos em conta o potencial e risco do avanço científico sobre o cérebro e o processo cognitivo. Desde que a escrita foi inventada, o processo de aprender tem se beneficiado sempre de equipamentos auxiliares. Hoje, muitas crianças não sabem mais como fazer as operações aritméticas, jovens não sabem mais calcular logaritmos, engenheiros não precisam mais desenvolver modelos, calculadoras e computadores fazem parte do trabalho que antes era aprendido. Mas é preciso aprender a operar os equipamentos.

Dentro de alguns anos, o avanço técnico poderá substituir até mesmo o simples aprendizado da operação de equipamentos. A biotecnologia, aliada à informática, permitirá enxertos de chips no cérebro, dispensando a necessidade de aprendizado de diversos tipos de conhecimento. Parte do trabalho da pós-universidade será em salas de
cirurgia.

  1. Com esperança. O fato de ter passado 40 anos tentando reformar a universidade – como estudante, professor, reitor e ministro – me fez concluir que essa reforma dificilmente será feita. Não poderá ser importada do exterior sem o consentimento da comunidade, nem será feita a partir do seu interior, porque não contará com o apoio da comunidade acadêmica.

Mas, 40 anos depois de tantas mudanças no mundo – nas técnicas, na ética, na economia, no social, na política nacional e internacional – a necessidade de reformar a universidade é ainda maior e mais urgente.

Precisando mudar, mas impedida de fazê-lo, a universidade será provavelmente substituída por outro tipo de instituição que preencherá o papel de vanguarda do
saber, desempenhado por ela nos últimos mil anos. Mas a relação afetiva com a universidade por toda a minha vida adulta me aprisiona na esperança de que ainda é possível que a universidade evolua, ela própria, sem necessidade de uma instituição posterior: a pós-universidade. Diversas universidades estão fazendo essa evolução, isoladamente. Elas vão se unir em rede, compondo o novo quadro gerador do ensino superior. O que vai definir se a universidade evoluirá ou se a pós-universidade tomará seu lugar como centro gerador de saber superior vai depender do resultado do processo entre as universidades-evolucionistas, que se transformam, e as universidades-convento, que sofrem da síndrome dos conventos e reagem à mudança.
(*) Cristovam Buarque é Senador e ex-Reitor da UNB.

 

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